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METODOLOGIA

A primeira e uma das principias razões para que nossos esforços de “treinamento” não produzam bons resultados é o medo irracional que temos de sermos “flagrados” errando. Enquanto tivermos medo de errar, não haverá evolução pessoal ou profissional.

O conhecimento teórico (explícito) pode ser adquirido através da leitura, da escuta ou da observação, ou seja, esse tipo de conhecimento é transferível: a capital do Brasil é Brasília. O conhecimento prático (tácito), as habilidades ou ofícios, são adquiridos somente através da experimentação: andar de bicicleta, surfar, gerir uma empresa, negociar, vender, ciências exatas, etc. Para tal, é necessário treinar bastante.    

"SOMENTE SE APRENDE A SURFAR

DENTRO D'ÁGUA 

E APÓS VÁRIAS QUEDAS".

Pedro Russo

​Sócio Diretor

As habilidades (conhecimento prático) podem ser físicas (andar de bicicleta) ou intelectuais (negociar, vender, jogar xadrez, ciências exatas, etc.). A principal diferença entre uma habilidade física e outra intelectual é a identificação do erro; nas físicas o erro é observado instantaneamente: o surfista cai da prancha. Nas habilidades intelectuais o erro não é percebível de imediato, muitas vezes não é nem mesmo percebido...

 

Sem a percepção e o reconhecimento de nossos erros, a probabilidade de evolução pessoal ou profissional (capacitação) é muito baixa: poderemos continuar errando por um longo período.

Conclusão 01

É pré-requisito fundamental e indispensável para a capacitação pessoal ou profissional a perfeita identificação dos erros e suas causas e, mais importante, a aceitação ou reconhecimento desses erros. Ou seja, é necessário que você consiga uma mudança comportamental: deixar de ter medo (irracional) de ser “flagrado” errando e passar a perseguir a identificação de seus erros através do feedback pessoal e de terceiros.

Sem essa mudança não há caminhos para sua capacitação, nem de seu Time. 

Essa conclusão nos leva a verificar que nossa principal tarefa, durante nossos cursos de capacitação, além de promover a eliminação do medo de errar, é transmitir a nossos alunos os principais erros que identificamos ao longo de nossa carreira, através da leitura/estudo de centenas de bons livros e da observação crítica do dia a dia, para que a ocorrência desses equívocos seja observada e evitada em repetições futuras. Em adição, devemos transmitir o gosto pelo aprendizado e a ideia de que fazer bem feito (a excelência) é muito prazeroso e traz bons resultados.

1
Feedback para
identificarmos
nossos erros
2
Humildade e grandeza para reconhecê-los
Racionalidade
Preparação
Disciplina
Atitude
O gosto pelo aprendizado e o prazer de fazer bem feito
4
Motivação e perseverança (atitude) para continuar
3

Outra importante razão para o insucesso dos projetos de “treinamento” é a falta de explicação das razões subjacentes dos fatos, erros ou acertos. Exemplo: não é incomum verificar-se que muitos bons livros, escolas, gerentes, dentre outros, dizem algo semelhante a: “você está com problemas financeiros? Ganhe na megasena. Tudo ficará resolvido. ” Evidentemente, é necessário saber como ganhar na megasena, sem o que nada será resolvido. Ou seja, é necessário que a essência dos fatos seja entendida e “comprada” pelos participantes do curso.

Exemplo: o professor William Ury em seu famoso e excelente livro “Como Chegar ao Sim”, estabelece 4 princípios para a negociação. O primeiro diz, “Separe as pessoas dos problemas”, seja gentil com as pessoas, mas firme na defesa de seus interesses. A questão é que não é explicado porque misturamos as pessoas com os problemas e o que fazer para separá-los. Sem entender essas razões nada acontece, a não ser a simples leitura de um importante princípio.

Conclusão 02

É necessário, para sua capacitação, que você, além de identificar as causas de seus erros (normalmente culpamos a causa errada), entenda também a essência de todos os assuntos com que você entre em contato.

“A missão de uma grande escola não é nos entupir de fatos para que possamos regurgitar algumas semanas depois em um exame e sim nos incutir uma inclinação pelo conhecimento... que dure a vida inteira.”

David Ogilvy, (1911-1999) publicitário inglês, no livro “O Rei da Madison Avenue”.